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Provérbios 11

O capítulo abre no mercado: a balança falsa que o Senhor detesta, o peso justo que lhe agrada (v.1). Dali os ditos se ampliam da honestidade privada ao bem público — uma cidade exaltada pelos retos (v.11), uma nação que cai sem sábio conselho (v.14). Repare na economia surpreendente de v.24-26: espalhar que aumenta, reter que empobrece, e maldição sobre quem retém o trigo. Aqui a generosidade não é sentimento, e sim boa contabilidade.

Leitura paralela
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Provérbios 11 (WPB)
  1. 1

    A balança enganosa é abominação para o SENHOR, mas o peso exato é o seu prazer.

  2. 2

    Quando vem o orgulho, chega também a desonra, mas com os humildes está a sabedoria.

  3. 3

    A integridade dos retos os guiará, mas a perversidade dos infiéis os destruirá.

  4. 4

    As riquezas de nada aproveitam no dia da ira, mas a justiça livra da morte.

  5. 5

    A justiça do íntegro endireitará o seu caminho, mas o ímpio cairá pela sua própria impiedade.

  6. 6

    A justiça dos retos os livrará, mas os infiéis serão apanhados pelos seus próprios maus desejos.

  7. 7

    Quando morre o homem ímpio, perece a sua esperança, e a expectativa do seu poder dá em nada.

  8. 8

    O justo é livrado da angústia, e o ímpio toma o seu lugar.

  9. 9

    Com a boca o hipócrita destrói o seu próximo, mas os justos serão libertos pelo conhecimento.

  10. 10

    Quando os justos prosperam, a cidade se alegra. Quando os ímpios perecem, há gritos de alegria.

  11. 11

    Pela bênção dos retos, a cidade é exaltada, mas pela boca dos ímpios é derrubada.

  12. 12

    Quem despreza o seu próximo é falto de sabedoria, mas o homem de entendimento se cala.

  13. 13

    Quem anda mexericando revela segredos, mas o homem de espírito fiel os oculta.

  14. 14

    Onde não há sábia direção, a nação cai, mas na multidão de conselheiros há segurança.

  15. 15

    Quem serve de fiador para um estranho certamente sofrerá por isso, mas quem se recusa a dar penhor está seguro.

  16. 16

    A mulher graciosa alcança honra, mas os homens violentos alcançam riquezas.

  17. 17

    O homem misericordioso faz bem à sua própria alma, mas o cruel prejudica o seu próprio corpo.

  18. 18

    Os ímpios recebem salário enganoso, mas quem semeia a justiça colhe recompensa certa.

  19. 19

    Quem é verdadeiramente justo alcança a vida. Quem persegue o mal alcança a morte.

  20. 20

    Os perversos de coração são abominação para o SENHOR, mas os que são íntegros em seus caminhos são o seu prazer.

  21. 21

    Com toda a certeza, o mau não ficará impune, mas a descendência dos justos será liberta.

  22. 22

    Como uma joia de ouro no focinho de um porco, assim é a mulher bonita que não tem discrição.

  23. 23

    O desejo dos justos é somente o bem. A expectativa dos ímpios é a ira.

  24. 24

    Há quem distribua generosamente, e aumente ainda mais as suas riquezas. Há quem retenha mais do que é justo, mas acaba na pobreza.

  25. 25

    A alma generosa prosperará. Aquele que regar será ele mesmo regado.

  26. 26

    O povo amaldiçoa quem retém o trigo, mas a bênção estará sobre a cabeça de quem o vende.

  27. 27

    Quem busca diligentemente o bem, busca favor, mas quem procura o mal, este o alcançará.

  28. 28

    Quem confia nas suas riquezas cairá, mas os justos florescerão como a folhagem verde.

  29. 29

    Quem causa problemas à sua própria casa herdará o vento. O tolo será servo do sábio de coração.

  30. 30

    O fruto do justo é árvore de vida. O sábio ganha almas.

  31. 31

    Eis que o justo será recompensado na terra, quanto mais o ímpio e o pecador!

Da balança à cidade

Duas imagens emolduram a visão social. O peso e a balança do início (v.1) tornam a integridade mensurável; os versículos finais a tornam comunitária, pois a conduta do justo levanta ou afunda a cidade inteira. No meio fica o memorável v.22 — anel de ouro no focinho de um porco — comparando a beleza sem discrição a um adorno desperdiçado.

O v.30, "o fruto do justo é árvore de vida", traz a imagem do Éden ao trato cotidiano, sugerindo que a conduta justa restaura algo perdido.

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