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Provérbios 13

A riqueza e a visão de longo prazo governam este capítulo. Ele contrasta os bens que se esvaem quando ganhos de modo desonesto com a riqueza que cresce com a mão (v.11), e termina com o homem bom que deixa herança aos filhos de seus filhos (v.22). A paciência é o fio constante. Sua linha mais citada é o v.12: "A esperança adiada adoece o coração", e o desejo realizado é árvore de vida. Veja como a disciplina e a correção (v.18, v.24) não são dureza, mas caminho para a honra.

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Provérbios 13 (WPB)
  1. 1

    O filho sábio dá ouvidos à instrução do pai, mas o zombador não atende à repreensão.

  2. 2

    Do fruto dos seus lábios o homem comerá o bem, mas o desejo dos infiéis é a violência.

  3. 3

    Quem guarda a sua boca preserva a sua vida. Quem abre muito os seus lábios caminha para a ruína.

  4. 4

    A alma do preguiçoso deseja e nada tem, mas a alma dos diligentes ficará plenamente satisfeita.

  5. 5

    O justo odeia a mentira, mas o ímpio traz vergonha e desonra.

  6. 6

    A justiça guarda aquele cujo caminho é íntegro, mas a impiedade derruba o pecador.

  7. 7

    Há quem finja ser rico, mas não tem nada. Há quem finja ser pobre, e tem grande riqueza.

  8. 8

    O resgate da vida do homem são as suas riquezas, mas o pobre não sofre ameaças.

  9. 9

    A luz dos justos brilha intensamente, mas a lâmpada dos ímpios se apagará.

  10. 10

    O orgulho só gera contendas, mas a sabedoria está com os que aceitam conselhos.

  11. 11

    A riqueza obtida com desonestidade diminuirá, mas quem ajunta com o próprio trabalho a fará crescer.

  12. 12

    A esperança adiada adoece o coração, mas o desejo realizado é árvore de vida.

  13. 13

    Quem despreza a instrução pagará por isso, mas o que respeita o mandamento será recompensado.

  14. 14

    O ensino do sábio é fonte de vida, para desviar dos laços da morte.

  15. 15

    O bom entendimento conquista favor, mas o caminho dos infiéis é duro.

  16. 16

    Todo homem prudente age com conhecimento, mas o tolo expõe a sua tolice.

  17. 17

    O mensageiro perverso cai na desgraça, mas o embaixador fiel traz cura.

  18. 18

    Pobreza e vergonha virão para quem rejeita a disciplina, mas quem aceita a repreensão será honrado.

  19. 19

    O desejo realizado é doce para a alma, mas os tolos detestam afastar-se do mal.

  20. 20

    Quem anda com os sábios será sábio, mas o companheiro dos tolos sofrerá o mal.

  21. 21

    O infortúnio persegue os pecadores, mas aos justos o bem recompensará.

  22. 22

    O homem bom deixa uma herança para os filhos de seus filhos, mas a riqueza do pecador é guardada para o justo.

  23. 23

    Há abundância de comida no campo dos pobres, mas a injustiça a leva embora.

  24. 24

    Quem poupa a vara odeia seu filho, mas quem o ama tem cuidado de discipliná-lo.

  25. 25

    O justo come até ficar satisfeito, mas o estômago dos ímpios passará fome.

O preço de esperar

Vários ditos giram em torno do tempo e do desfecho, não do ganho imediato. O v.11 adverte que o dinheiro fácil mingua; o v.22 estende o horizonte até os netos; o v.19 chama doce o desejo cumprido. Juntos, ensinam a recompensa adiada como o ambiente natural do sábio.

O v.20 — anda com sábios e serás sábio, ajunta-te a tolos e serás afligido — situa essa paciência no social: a companhia que escolhe decide aonde se chega.

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