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Provérbios 15

O falar e o Deus que observa abrem e emolduram o capítulo. Começa com a célebre resposta branda que desvia a ira (v.1) e logo acrescenta que os olhos do Senhor estão em todo lugar, sobre maus e bons (v.3). O que dizemos é pesado por Aquele que tudo vê. Note os ditos de "melhor é" reunidos em v.16-17: pouco com o temor do Senhor acima de grande tesouro com inquietação; refeição de hortaliças com amor acima de boi cevado com ódio. O capítulo prefere o coração tranquilo à abundância.

Leitura paralela
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Provérbios 15 (WPB)
  1. 1

    A resposta branda desvia o furor, mas a palavra dura suscita a ira.

  2. 2

    A língua dos sábios adorna o conhecimento, mas a boca dos tolos derrama a estultícia.

  3. 3

    Os olhos do SENHOR estão em toda parte, observando os maus e os bons.

  4. 4

    A língua suave é árvore de vida, mas a perversidade nela quebranta o espírito.

  5. 5

    O tolo despreza a disciplina de seu pai, mas aquele que atende à repreensão demonstra prudência.

  6. 6

    Na casa do justo há grande tesouro, mas a renda dos ímpios traz problemas.

  7. 7

    Os lábios dos sábios espalham conhecimento; mas o coração dos tolos não é assim.

  8. 8

    O sacrifício dos ímpios é abominação para o SENHOR, mas a oração dos retos é o seu prazer.

  9. 9

    O caminho do ímpio é abominação para o SENHOR, mas ele ama aquele que segue a justiça.

  10. 10

    Há disciplina severa para quem abandona o caminho. Aquele que odeia a repreensão morrerá.

  11. 11

    O Seol e a Destruição estão nus perante o SENHOR— quanto mais os corações dos filhos dos homens!

  12. 12

    O zombador não gosta de quem o repreende; ele não irá aos sábios.

  13. 13

    O coração alegre aformoseia o rosto, mas pela dor do coração o espírito se abate.

  14. 14

    O coração de quem tem entendimento busca o conhecimento, mas a boca dos tolos se alimenta de estultícia.

  15. 15

    Todos os dias do aflito são maus, mas aquele que tem um coração alegre tem um banquete contínuo.

  16. 16

    Melhor é o pouco com o temor do SENHOR, do que um grande tesouro com inquietação.

  17. 17

    Melhor é um prato de hortaliças, onde há amor, do que o boi cevado com ódio.

  18. 18

    O homem iracundo suscita contendas, mas o que é lento para a ira apazigua as lutas.

  19. 19

    O caminho do preguiçoso é como uma cerca de espinhos, mas a vereda dos retos é uma estrada plana.

  20. 20

    O filho sábio alegra a seu pai, mas o homem tolo despreza a sua mãe.

  21. 21

    A estultícia é alegria para o que é falto de entendimento, mas o homem de entendimento anda retamente.

  22. 22

    Onde não há conselho, os projetos falham; mas na multidão de conselheiros eles se confirmam.

  23. 23

    O homem se alegra em dar uma resposta adequada. Quão boa é uma palavra dita a seu tempo!

  24. 24

    Para o sábio, o caminho da vida leva para cima, para que ele se desvie de descer ao Seol.

  25. 25

    O SENHOR arrancará a casa dos orgulhosos, mas manterá intactos os limites da viúva.

  26. 26

    Os pensamentos dos maus são abominação para o SENHOR, mas as palavras puras são agradáveis a ele.

  27. 27

    Quem é ganancioso por lucro injusto perturba a sua própria casa, mas aquele que odeia os subornos viverá.

  28. 28

    O coração do justo pondera o que responder, mas a boca dos ímpios derrama o mal.

  29. 29

    O SENHOR está longe dos ímpios, mas ouve a oração dos justos.

  30. 30

    A luz dos olhos alegra o coração. As boas notícias dão saúde aos ossos.

  31. 31

    O ouvido que atende à repreensão da vida, habitará entre os sábios.

  32. 32

    Quem recusa a disciplina despreza a sua própria alma, mas quem atende à repreensão adquire entendimento.

  33. 33

    O temor do SENHOR é a instrução da sabedoria. E a humildade precede a honra.

Um banquete contínuo

Uma linha sobre o clima do coração atravessa o texto: o coração alegre alegra o rosto (v.13), o coração contente tem "um banquete contínuo" (v.15), a boa notícia dá saúde aos ossos (v.30). O estado interior, não a circunstância, define a qualidade da vida.

O par de "melhor é" em v.16-17 afia o ponto com duas refeições — hortaliças com amor vencendo o boi cevado com ódio — fazendo do contentamento, e não do cardápio, a verdadeira riqueza.

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