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Salmos 6

Tradicionalmente o primeiro dos salmos penitenciais, é um clamor a partir da doença e da exaustão. O pedido não é ser repreendido com furor, mas ser curado, porque o corpo desfalece e os ossos estão perturbados (vv.1-2). O "até quando?" sem resposta do versículo 3 carrega toda a dor da oração.

  1. 1

    SENHOR, não me repreendas na tua ira, nem me disciplines no teu furor.

  2. 2

    Tem misericórdia de mim, SENHOR, pois estou fraco. SENHOR, cura-me, pois os meus ossos estão abalados.

  3. 3

    A minha alma também está em grande angústia. Mas tu, SENHOR — até quando?

  4. 4

    Volta-te, SENHOR. Livra a minha alma, e salva-me por causa do teu amor leal.

  5. 5

    Pois na morte não há lembrança de ti. No Seol, quem te dará graças?

  6. 6

    Estou cansado do meu gemido. Todas as noites inundo a minha cama. Encharco o meu leito com as minhas lágrimas.

  7. 7

    O meu olho se consome de tristeza. Ele envelhece por causa de todos os meus adversários.

  8. 8

    Afastem-se de mim, todos vocês que praticam a iniquidade, pois o SENHOR ouviu a voz do meu choro.

  9. 9

    O SENHOR ouviu a minha súplica. O SENHOR aceita a minha oração.

  10. 10

    Que todos os meus inimigos fiquem envergonhados e apavorados. Eles recuarão; de repente, serão desonrados.

Do leito inundado à virada repentina

O poema se ensopa de dor: toda noite inunda o leito, rega o estrado com lágrimas, o olho se consome (vv.6-7). Depois vira de repente: quem ora subitamente sabe que o Senhor ouviu o seu choro e aceita a sua oração (vv.8-9), e despede os inimigos que serão eles mesmos envergonhados. Um único versículo converte a tristeza em certeza.

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