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Salmos 79

Um lamento depois da catástrofe: as nações entraram na herança de Deus, profanaram o templo e deixaram Jerusalém em montões, com cadáveres insepultos (vv.1-3). A dor não é abstrata — é o escombro de uma cidade saqueada e o escárnio dos vizinhos. A oração passa de descrever a ruína a apelar à honra de Deus: "Por que diriam as nações: Onde está o seu Deus?" (v.10). Repare como o pedido amarra o resgate de Israel ao nome divino.

Leitura paralela
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Salmos 79 (WPB)
  1. 1

    Ó Deus, as nações invadiram a tua herança. Profanaram o teu santo templo. Reduziram Jerusalém a ruínas.

  2. 2

    Deram os cadáveres dos teus servos como comida às aves do céu, e a carne dos teus santos aos animais da terra.

  3. 3

    Derramaram o sangue deles como água ao redor de Jerusalém. E não houve quem os sepultasse.

  4. 4

    Nós nos tornamos motivo de vergonha para os nossos vizinhos, de zombaria e escárnio para os que estão ao nosso redor.

  5. 5

    Até quando, SENHOR? Ficarás irado para sempre? Arderá o teu ciúme como fogo?

  6. 6

    Derrama a tua ira sobre as nações que não te conhecem, sobre os reinos que não invocam o teu nome,

  7. 7

    pois eles devoraram Jacó, e destruíram a sua terra.

  8. 8

    Não cobres de nós as iniquidades dos nossos antepassados. Que as tuas ternas misericórdias venham depressa ao nosso encontro, pois estamos em extrema necessidade.

  9. 9

    Ajuda-nos, ó Deus da nossa salvação, pela glória do teu nome. Livra-nos e perdoa os nossos pecados, por amor do teu nome.

  10. 10

    Por que as nações diriam: “Onde está o Deus deles?” Que seja conhecida entre as nações, diante dos nossos olhos, a vingança pelo sangue derramado dos teus servos.

  11. 11

    Que o gemido do prisioneiro chegue à tua presença. De acordo com a grandeza do teu poder, preserva aqueles que estão condenados à morte.

  12. 12

    Retribui aos nossos vizinhos, sete vezes em seu seio, a afronta com que te afrontaram, Senhor.

  13. 13

    Então nós, o teu povo e as ovelhas do teu pasto, te daremos graças para sempre. Nós te louvaremos para sempre, a todas as gerações.

Da dor ao argumento

O salmo pede perdão "pela glória do teu nome" (v.9) e que retribua aos vizinhos sete vezes a sua afronta (v.12) — o apelo se apoia menos no mérito de Israel do que na honra do nome de Deus zombado entre as nações.

Fecha nomeando a relação que sobrevive à ruína: "nós, teu povo e ovelhas do teu pasto" (v.13). A linguagem do rebanho liga este lamento ao tema pastoral de Asafe nos salmos vizinhos.

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