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Salmos 52
Um breve e afiado ataque a um poderoso cuja arma é a boca. A sua língua "maquina destruição... como navalha afiada" (v.2); ama a mentira mais do que a verdade e as palavras devoradoras. Convém reparar na reviravolta: o jactancioso será arrancado da "terra dos viventes", e os justos hão-de vê-lo, temer e rir-se dele (v.5-6) — um raro momento dos piedosos a rir de um tirano caído.
- 1
Por que você se gloria da maldade, homem poderoso? A benignidade de Deus dura continuamente.
- 2
Sua língua trama destruição, como uma navalha afiada, agindo com engano.
- 3
Você ama o mal mais do que o bem, e a mentira em vez de falar a verdade. Selá.
- 4
Você ama todas as palavras devoradoras, ó língua enganadora.
- 5
Deus também o destruirá para sempre. Ele o arrebatará e o arrancará da sua tenda, e o extirpará da terra dos viventes. Selá.
- 6
Os justos também verão isso, e temerão, e rirão dele, dizendo:
- 7
“Eis o homem que não fez de Deus a sua força, mas confiou na abundância de suas riquezas, e se fortaleceu na sua maldade.”
- 8
Mas, quanto a mim, sou como uma oliveira verde na casa de Deus. Confio na benignidade de Deus para todo o sempre.
- 9
Eu te darei graças para sempre, porque tu o fizeste. Esperarei no teu nome, pois é bom, na presença dos teus santos.
Língua de navalha contra oliveira verde
O salmo confronta duas imagens. O poderoso confia "na abundância das suas riquezas" e é arrancado como tenda derrubada (v.5,7). Quem fala, pelo contrário, é "como oliveira verde na casa de Deus" (v.8): enraizado, vivo, fecundo.
A confiança final não assenta na segurança, mas no próprio nome divino: "esperarei no teu nome, porque é bom" (v.9).
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