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Salmos 54
Uma súplica breve de sete versículos: David pede a Deus que o salve "pelo teu nome" e o defenda pelo seu poder, porque estranhos e homens violentos lhe procuram a vida e não puseram Deus diante de si. O tom muda no versículo 4 com "Eis que Deus é o meu ajudador." A partir daí a confiança sustenta o poema: Deus há de retribuir aos inimigos, e o salmista promete um sacrifício voluntário de gratidão quando o seu olho tiver visto o triunfo sobre os que o oprimiam.
- 1
Salva-me, ó Deus, pelo teu nome. Faze-me justiça pelo teu poder.
- 2
Ouve a minha oração, ó Deus. Escuta as palavras da minha boca.
- 3
Pois estranhos se levantaram contra mim. Homens violentos buscam a minha alma. Eles não colocaram Deus diante de si. Selá.
- 4
Eis que Deus é o meu ajudador. O Senhor é quem sustenta a minha alma.
- 5
Ele retribuirá o mal aos meus inimigos. Destrói-os na tua verdade.
- 6
Com uma oferta voluntária, sacrificarei a ti. Darei graças ao teu nome, SENHOR, pois é bom.
- 7
Pois ele me livrou de toda angústia. Meu olho viu o triunfo sobre os meus inimigos.
O voto que o encerra
O salmo passa da petição a uma promessa de adoração: um sacrifício "voluntário", oferecido não por obrigação mas de bom grado, com gratidão ao mesmo nome a que o orante clamou ao pedir socorro. Esse círculo de nome a nome ata a oração toda. A tradição associa-o a David traído pelos zifeus, o que torna mais aguda a linha sobre os estranhos que não põem Deus diante de si.
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