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Salmos 61

Uma oração curta que sobe 'desde os confins da terra' de alguém com o coração abatido e longe de casa. O pedido é simples: guia-me para a rocha que é mais alta do que eu, onde Deus já se provou refúgio. A meio, muda de modo inesperado: do abrigo do próprio salmista para o do rei — mais vida, trono eterno, e um voto de continuar a cantar dia após dia. Repare-se na passagem do refúgio pessoal ao trono que esse refúgio protege.

  1. 1

    Ouve o meu clamor, ó Deus. Atende à minha oração.

  2. 2

    Desde os confins da terra eu clamo a ti, quando o meu coração está abatido. Guia-me para a rocha que é mais alta do que eu.

  3. 3

    Pois tu tens sido um refúgio para mim, uma torre forte contra o inimigo.

  4. 4

    Habitarei na tua tenda para sempre. Buscarei refúgio no abrigo das tuas asas. Selá.

  5. 5

    Pois tu, ó Deus, ouviste os meus votos. Deste-me a herança dos que temem o teu nome.

  6. 6

    Prolongarás a vida do rei. Seus anos se estenderão por gerações.

  7. 7

    Ele estará entronizado na presença de Deus para sempre. Designa o teu amor leal e a tua verdade, para que o preservem.

  8. 8

    Assim, cantarei louvores ao teu nome para sempre, para cumprir os meus votos dia após dia.

Da rocha pessoal ao trono do rei

Os versos 1-4 são íntimos: tenda, asas, uma rocha mais alta do que quem fala. Depois os versos 6-7 alargam-se de repente para o rei, pedindo que os seus anos se estendam 'por gerações' e que o amor leal e a verdade o preservem. O mesmo abrigo que o cantor busca para si pede-se, à escala nacional, para o trono; o cumprir dos votos dia após dia do verso 8 volta a unir os dois pedidos.

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