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Salmos 13

Quatro vezes a oração repete a mesma palavra: "Até quando?" (vv.1-2) — esquecido, com o rosto de Deus escondido, com tristeza cada dia, vencido pelo inimigo. Davi teme dormir "na morte" antes que a resposta chegue (v.3). No v.5 tudo gira sobre um "Mas". Leia como uma dobradiça. Repare como o volume da queixa da primeira metade encolhe até duas linhas serenas de confiança: a mesma voz, sem informação nova, apenas a decisão de confiar num amor leal que ainda não vê.

  1. 1

    Até quando, SENHOR? Você se esquecerá de mim para sempre? Até quando esconderá o seu rosto de mim?

  2. 2

    Até quando tomarei conselho em minha alma, tendo tristeza em meu coração todos os dias? Até quando o meu inimigo triunfará sobre mim?

  3. 3

    Olhe para mim e responda-me, SENHOR, meu Deus. Ilumine os meus olhos, para que eu não durma na morte;

  4. 4

    para que o meu inimigo não diga: “Eu prevaleci contra ele”; e para que os meus adversários não se alegrem quando eu cair.

  5. 5

    Mas eu confio no seu amor leal. Meu coração se alegra na sua salvação.

  6. 6

    Cantarei ao SENHOR, porque ele tem sido bom para mim.

Três movimentos em seis versos

O salmo se divide com clareza: questionar a Deus (vv.1-2), suplicar (vv.3-4) e confiar (vv.5-6). O pedido central é "ilumine os meus olhos" diante do inimigo que se gaba; o fecho não cita nenhum resgate concreto.

O que muda não é a circunstância, mas a postura. "Eu confio no seu amor leal" (v.5) e "Cantarei ao SENHOR" (v.6) são ditos antes de qualquer resposta, o mesmo padrão dos salmos ao redor.

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