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Salmos 12
Um lamento sobre as palavras que mentem. A queixa é que os fiéis se acabam e todos agora falam 'com lábios lisonjeiros, e com coração dobre' (v.1-2). A gabolice da época é o poder verbal: 'com a nossa língua prevaleceremos' (v.4). No centro, Deus quebra seu silêncio para responder: 'agora me levantarei' pelo aflito e pelo necessitado que gemem (v.5). O poema então opõe a fala humana à fala divina e pesa qual delas vai durar.
- 1
Salva, SENHOR; pois o homem piedoso desaparece. Pois os fiéis faltam dentre os filhos dos homens.
- 2
Cada um mente ao seu próximo. Eles falam com lábios lisonjeiros, e com coração dobre.
- 3
Que o SENHOR corte todos os lábios lisonjeiros, e a língua que se gaba,
- 4
dos que disseram: “Com a nossa língua prevaleceremos. Nossos lábios nos pertencem. Quem é senhor sobre nós?”
- 5
“Por causa da opressão dos fracos e por causa do gemido dos necessitados, eu me levantarei agora”, diz o SENHOR; “eu o colocarei em segurança daqueles que o difamam.”
- 6
As palavras do SENHOR são palavras perfeitas, como prata refinada em uma fornalha de barro, purificada sete vezes.
- 7
Tu os guardarás, SENHOR. Tu os preservarás desta geração para sempre.
- 8
Os ímpios andam por todos os lados, quando o que é vil é exaltado entre os filhos dos homens.
Duas espécies de palavra, purificada e forjada
Contra a língua dupla e jactante do v.2-4, o v.6 ergue as palavras do Senhor como 'prata refinada em uma fornalha de barro, purificada sete vezes': fala sem escória nenhuma.
Essa imagem sustenta a promessa do v.7: palavras tão puras merecem confiança para 'guardá-los para sempre', mesmo quando o vil é exaltado entre os homens (v.8).
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