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Salmos 15

Uma pergunta de soleira o abre: "quem habitará no teu santuário?" (v.1). O que segue não é rito, mas um retrato de caráter: andar de modo irrepreensível, falar a verdade no coração, não difamar, não fazer mal ao amigo (vv.2-3). Soa como liturgia de entrada dita ao portão do monte de Deus. Repare no inesperado da lista: honrar os que temem ao SENHOR (v.4), manter o juramento "mesmo quando sai prejudicado" (v.4), recusar usura e suborno (v.5). A promessa final: quem faz isso "jamais será abalado".

Leitura paralela
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Salmos 15 (WPB)
  1. 1

    SENHOR, quem habitará no teu santuário? Quem morará no teu santo monte?

  2. 2

    Aquele que anda de modo irrepreensível e pratica a justiça, e fala a verdade no seu coração;

  3. 3

    aquele que não difama com a sua língua, nem faz mal ao seu amigo, nem lança injúrias contra o seu próximo;

  4. 4

    a cujos olhos o homem vil é desprezado, mas que honra os que temem ao SENHOR; aquele que mantém o seu juramento mesmo quando sai prejudicado, e não volta atrás;

  5. 5

    aquele que não empresta o seu dinheiro com usura, nem aceita suborno contra o inocente. Aquele que faz estas coisas jamais será abalado.

Pergunta e resposta ao portão

A estrutura é uma única troca: o v.1 pergunta quem pode entrar; os vv.2-5 respondem com cerca de dez marcas de conduta, quase todas formuladas pelo que o adorador não faz: não difamar, não fazer mal, não emprestar com usura, não aceitar suborno.

Os critérios são sociais e éticos, não cúlticos. A aptidão para o santuário se mede pelo trato com o próximo, o amigo e a própria palavra, não pelas ofertas.

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