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Salmos 2
Depois da quietude do Salmo 1, este começa aos gritos: as nações se amotinam, reis e governantes conspiram para se livrar do Senhor e do seu Ungido (vv.1-3). A cena então corta para o céu, onde aquele que está entronizado simplesmente ri (v.4). Leia como um drama de coroação em quatro vozes: os rebeldes, Deus, o rei e a convocação final.
- 1
Por que as nações se enfurecem, e os povos tramam coisas vãs?
- 2
Os reis da terra tomam posição, e os governantes se reúnem em conselho, contra o SENHOR e contra o seu Ungido, dizendo:
- 3
“Rompamos os seus laços, e lancemos de nós as suas cordas.”
- 4
Aquele que está assentado nos céus rirá. O Senhor zombará deles.
- 5
Então ele lhes falará na sua ira, e os aterrorizará no seu furor:
- 6
“Contudo, eu estabeleci o meu Rei no meu santo monte de Sião.”
- 7
Proclamarei o decreto: O SENHOR me disse: “Você é meu filho. Hoje eu me tornei seu pai.
- 8
Peça-me, e eu lhe darei as nações por sua herança, e os confins da terra por sua possessão.
- 9
Você as quebrará com uma vara de ferro. Você as despedaçará como a um vaso de oleiro.”
- 10
Agora, portanto, sejam sábios, ó reis. Deixem-se instruir, juízes da terra.
- 11
Sirvam ao SENHOR com temor, e alegrem-se com tremor.
- 12
Prestem sincera homenagem ao Filho, para que ele não se ire, e vocês pereçam no caminho, pois em breve a sua ira se acenderá. Bem-aventurados são todos os que nele se refugiam.
Quatro vozes, um decreto
O salmo vai passando a palavra. Os rebeldes falam no v.3; Deus responde no v.6, tendo posto o seu rei sobre Sião; o rei recita o decreto, "Tu és meu filho" (v.7), com as nações prometidas por herança. A última estrofe se volta aos próprios reis: sirvam com temor, prestem homenagem ao Filho. O assunto inteiro é o poder, e onde ele de fato reside é o ponto.
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