WPB
Salmos 63
Cântico nascido no deserto de Judá, longe do santuário que o cantor anseia. A primeira imagem é corporal: a alma e até a carne com sede em terra seca e exausta, onde não há água. Por volta do verso 6 a cena passa para o leito, à noite, com a mente desperta recordando a Deus. Repare como a memória trabalha aqui. Sem alcançar o templo, o cantor recorda ter visto Deus ali e disso se alimenta. Os versos finais se voltam para um rei e para inimigos destinados à espada.
- 1
Ó Deus, tu és o meu Deus. Eu te buscarei intensamente. A minha alma tem sede de ti. A minha carne anseia por ti, em uma terra seca e exausta, onde não há água.
- 2
Assim eu te vi no santuário, contemplando o teu poder e a tua glória.
- 3
Porque o teu amor leal é melhor do que a vida, os meus lábios te louvarão.
- 4
Assim eu te bendirei enquanto eu viver. Levantarei as minhas mãos em teu nome.
- 5
A minha alma se satisfará como com a mais rica comida. A minha boca te louvará com lábios jubilosos,
- 6
quando me lembro de ti no meu leito, e penso em ti nas vigílias da noite.
- 7
Pois tu tens sido o meu auxílio. Eu me regozijarei à sombra das tuas asas.
- 8
A minha alma se apega a ti. A tua mão direita me sustenta.
- 9
Mas aqueles que buscam a minha alma para destruí-la descerão às partes mais profundas da terra.
- 10
Eles serão entregues ao poder da espada. Eles serão comida de chacais.
- 11
Mas o rei se regozijará em Deus. Todo aquele que jura por ele o louvará, pois a boca dos que falam mentiras será silenciada.
- 1
Ó Deus, tu és o meu Deus. Eu te buscarei intensamente. A minha alma tem sede de ti. A minha carne anseia por ti, em uma terra seca e exausta, onde não há água.
- 2
Assim eu te vi no santuário, contemplando o teu poder e a tua glória.
- 3
Porque o teu amor leal é melhor do que a vida, os meus lábios te louvarão.
- 4
Assim eu te bendirei enquanto eu viver. Levantarei as minhas mãos em teu nome.
- 5
A minha alma se satisfará como com a mais rica comida. A minha boca te louvará com lábios jubilosos,
- 6
quando me lembro de ti no meu leito, e penso em ti nas vigílias da noite.
- 7
Pois tu tens sido o meu auxílio. Eu me regozijarei à sombra das tuas asas.
- 8
A minha alma se apega a ti. A tua mão direita me sustenta.
- 9
Mas aqueles que buscam a minha alma para destruí-la descerão às partes mais profundas da terra.
- 10
Eles serão entregues ao poder da espada. Eles serão comida de chacais.
- 11
Mas o rei se regozijará em Deus. Todo aquele que jura por ele o louvará, pois a boca dos que falam mentiras será silenciada.
A sede que vira banquete
O salmo inteiro gira sobre uma inversão: a terra seca do verso 1 se torna uma alma saciada "como com a mais rica comida" no verso 5. As circunstâncias não mudam; muda para onde ele olha. Lembrar-se de Deus no leito e descansar à sombra das asas (vv. 6-7) troca a água e o banquete pela presença.
A virada final para "o rei" (v. 11) liga essa oração noturna e privada a uma esperança pública, e o silenciamento dos mentirosos emoldura tudo como reparação, não apenas conforto.
Camadas de contexto
Deixe fechadas por padrão e abra apenas quando quiser mais contexto.
Compartilhe um pequeno trecho via:
/pt-BR/wpb/salmos/63/16-18
Ou use o Gerador de link de passagem.