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Salmos 67

Um dos salmos mais breves, e de simetria bem apertada. Abre tomando emprestada a linguagem da bênção sacerdotal, o rosto de Deus resplandecendo sobre "nós", mas logo dá a essa bênção um propósito: que o caminho de Deus seja conhecido na terra, e sua salvação entre todas as nações. O refrão "louvem-te os povos" se repete nos versos 3 e 5, emoldurando um centro sobre Deus que julga os povos com equidade. Repare como uma bênção sobre Israel continua alcançando cada nação.

  1. 1

    Que Deus tenha misericórdia de nós, nos abençoe, e faça resplandecer o seu rosto sobre nós. Selá.

  2. 2

    Para que o teu caminho seja conhecido na terra, e a tua salvação entre todas as nações.

  3. 3

    Louvem-te os povos, ó Deus. Louvem-te todos os povos.

  4. 4

    Ah, alegrem-se e cantem de júbilo as nações, pois julgarás os povos com equidade, e governarás as nações na terra. Selá.

  5. 5

    Louvem-te os povos, ó Deus. Louvem-te todos os povos.

  6. 6

    A terra deu o seu fruto. Deus, o nosso próprio Deus, nos abençoará.

  7. 7

    Deus nos abençoará. Todos os confins da terra o temerão.

Abençoados para abençoar

A lógica corre ao contrário do interesse próprio. Israel pede ser abençoado não como fim, mas "para que o teu caminho seja conhecido na terra" (v. 2); o favor serve para dar Deus a conhecer aos de fora. O refrão duplo sobre os povos cerca uma única razão de alegria universal: o juízo com equidade (v. 4).

A nota de colheita do verso 6, "a terra deu o seu fruto", se lê como a bênção já tomando forma visível, e fecha com todos os confins da terra temendo a Deus.

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