WPB

25

A resposta de Bildade é o discurso mais curto do livro, apenas cinco versículos, e a última coisa que um amigo dirá a Jó. Não consegue responder ao catálogo de injustiças do capítulo 24, por isso recua para a pura grandeza: domínio e temor são de Deus, os seus exércitos não se contam, a sua luz alcança todos. Dessa altura tira a velha conclusão: ninguém nascido de mulher pode ser limpo. Repare na descida retórica dos v.5 ao 6: se nem a lua nem as estrelas são puras diante de Deus, o homem é um verme. Encerra os argumentos dos amigos não com prova, mas com um encolher de ombros perante a pequenez humana.

Leitura paralela
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Jó 25 (WPB)
  1. 1

    Então Bildade, o suíta, respondeu:

  2. 2

    “O domínio e o temor estão com ele. Ele estabelece a paz em suas alturas.

  3. 3

    Podem os seus exércitos ser contados? Sobre quem não se levanta a sua luz?

  4. 4

    Como, então, pode o homem ser justo diante de Deus? Ou como pode ser puro aquele que nasce de mulher?

  5. 5

    Eis que nem mesmo a lua tem brilho, e as estrelas não são puras aos seus olhos;

  6. 6

    quanto menos o homem, que é um verme, e o filho do homem, que é um verme!”

Quando o ciclo fica sem palavras

Bildade apela à majestade cósmica, a paz que Deus faz nas suas alturas, a luz de que ninguém escapa, para abafar as perguntas certeiras de Jó. Mas a majestade nunca esteve em causa; o próprio Jó já louvou o poder de Deus. Os amigos pura e simplesmente não têm resposta ao problema moral levantado.

Zofar não fala uma terceira vez, e o diálogo desaba aqui. Este discurso magro assinala o esgotamento do argumento da retribuição e desimpede o palco para a longa defesa final de Jó e, por fim, a voz de Deus a sair do redemoinho.

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