WPB

Mateus 9

O ciclo de milagres prossegue, mas aqui a cura choca com a oposição. Um paralítico é perdoado e depois mandado andar (vv. 2-7); os escribas murmuram blasfémia. Mateus é chamado do telónio, e Jesus come com publicanos e pecadores. Perguntas sobre o jejum trazem os ditos do pano novo e do vinho novo (vv. 16-17). Uma menina morta e uma mulher com hemorragia cruzam-se numa mesma ida, dois cegos e um mudo endemoninhado seguem-se, e os fariseus atribuem tudo ao "príncipe dos demónios" (v. 34).

Leitura paralela
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Mateus 9 (WPB)
  1. 1

    Ele entrou em um barco, atravessou e chegou à sua própria cidade.

  2. 2

    Eis que lhe trouxeram um paralítico, deitado em uma maca. Jesus, vendo a fé que eles tinham, disse ao paralítico: “Filho, tenha bom ânimo! Os seus pecados estão perdoados.”

  3. 3

    Eis que alguns dos escribas disseram a si mesmos: “Este homem blasfema.”

  4. 4

    Jesus, conhecendo os pensamentos deles, disse: “Por que vocês pensam o mal em seus corações?

  5. 5

    Pois o que é mais fácil dizer: ‘Os seus pecados estão perdoados’, ou dizer: ‘Levante-se e ande’?

  6. 6

    Mas, para que vocês saibam que o Filho do Homem tem autoridade na terra para perdoar pecados—” (então disse ao paralítico): “Levante-se, pegue a sua maca e vá para a sua casa.”

  7. 7

    Ele se levantou e foi para a sua casa.

  8. 8

    Quando as multidões viram isso, maravilharam-se e glorificaram a Deus, que dera tal autoridade aos homens.

  9. 9

    Passando Jesus dali, viu um homem chamado Mateus, sentado na coletoria de impostos. Ele lhe disse: “Siga-me.” Ele se levantou e o seguiu.

  10. 10

    Estando ele à mesa na casa, eis que muitos publicanos e pecadores vieram e se sentaram com Jesus e seus discípulos.

  11. 11

    Quando os fariseus viram isso, perguntaram aos discípulos dele: “Por que o mestre de vocês come com publicanos e pecadores?”

  12. 12

    Ouvindo isso, Jesus lhes disse: “Os sãos não precisam de médico, mas sim os doentes.

  13. 13

    Vão, porém, e aprendam o que significa: ‘Misericórdia quero, e não sacrifício’, pois eu não vim para chamar os justos, mas os pecadores ao arrependimento.”

  14. 14

    Então os discípulos de João vieram a ele, dizendo: “Por que nós e os fariseus jejuamos frequentemente, mas os seus discípulos não jejuam?”

  15. 15

    Jesus lhes disse: “Podem os amigos do noivo ficar de luto enquanto o noivo está com eles? Mas virão dias em que o noivo lhes será tirado, e então eles jejuarão.

  16. 16

    Ninguém põe um remendo de pano novo em uma roupa velha; pois o remendo repuxaria a roupa, e o rasgo ficaria pior.

  17. 17

    Nem se põe vinho novo em odres velhos; do contrário, os odres se rompem, o vinho se derrama e os odres se estragam. Pelo contrário, põe-se vinho novo em odres novos, e ambos se conservam.”

  18. 18

    Enquanto ele lhes dizia essas coisas, eis que um líder veio e o adorou, dizendo: “Minha filha acabou de morrer, mas venha e imponha a sua mão sobre ela, e ela viverá.”

  19. 19

    Jesus se levantou e o seguiu, junto com os seus discípulos.

  20. 20

    Eis que uma mulher que sofria de hemorragia havia doze anos, aproximou-se por trás dele e tocou na orla da sua roupa;

  21. 21

    pois ela dizia consigo mesma: “Se eu apenas tocar na sua roupa, serei curada.”

  22. 22

    Mas Jesus, virando-se e vendo-a, disse: “Filha, tenha bom ânimo! A sua fé a curou.” E a mulher ficou curada desde aquela hora.

  23. 23

    Quando Jesus chegou à casa do líder e viu os flautistas e a multidão em alvoroço,

  24. 24

    ele lhes disse: “Deem espaço, porque a menina não está morta, mas dorme.” E eles zombavam dele.

  25. 25

    Mas, quando a multidão foi mandada para fora, ele entrou, tomou-a pela mão, e a menina se levantou.

  26. 26

    A notícia disso se espalhou por toda aquela terra.

  27. 27

    Passando Jesus dali, dois cegos o seguiram, clamando e dizendo: “Tem misericórdia de nós, Filho de Davi!”

  28. 28

    Quando ele entrou em casa, os cegos se aproximaram dele. Jesus lhes perguntou: “Vocês creem que eu sou capaz de fazer isso?” Eles lhe responderam: “Sim, Senhor.”

  29. 29

    Então ele tocou os olhos deles, dizendo: “Que seja feito a vocês de acordo com a sua fé.”

  30. 30

    E os olhos deles se abriram. Jesus os advertiu severamente, dizendo: “Cuidem para que ninguém saiba disso.”

  31. 31

    Mas eles saíram e espalharam a sua fama por toda aquela terra.

  32. 32

    Enquanto eles saíam, eis que lhe trouxeram um homem mudo, endemoninhado.

  33. 33

    Quando o demônio foi expulso, o mudo falou. As multidões se maravilharam, dizendo: “Nunca se viu nada igual a isso em Israel!”

  34. 34

    Mas os fariseus diziam: “É pelo príncipe dos demônios que ele expulsa os demônios.”

  35. 35

    Jesus percorria todas as cidades e povoados, ensinando nas sinagogas deles, pregando as Boas Novas do Reino e curando todas as doenças e todas as enfermidades entre o povo.

  36. 36

    Ao ver as multidões, ele teve compaixão delas, porque estavam aflitas e dispersas, como ovelhas sem pastor.

  37. 37

    Então ele disse aos seus discípulos: “A seara, de fato, é grande, mas os trabalhadores são poucos.

  38. 38

    Portanto, orem ao Senhor da seara para que envie trabalhadores para a sua seara.”

A misericórdia como linha divisória

Por duas vezes o capítulo opõe o acolhimento de Jesus aos de fora ao desprezo religioso. Interrogado sobre por que come com pecadores, cita Oseias — "Misericórdia quero, e não sacrifício" — e diz que veio chamar pecadores, não justos (v. 13).

Essa mesma compaixão encerra o capítulo: ao ver as multidões "aflitas e dispersas, como ovelhas sem pastor" (v. 36), fala de muita seara e poucos trabalhadores, preparando o envio dos doze no capítulo 10.

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