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Salmos 129

Manda-se Israel recitar a própria história de feridas: "muitas vezes me afligiram desde a minha juventude", mas o refrão assenta em "não prevaleceram contra mim" (vv. 1-2). A imagem viva é a dos lavradores a abrir longos sulcos nas costas de quem fala (v. 3). A segunda metade volta-se aos inimigos de Sião. Não se pede a morte deles, mas que sequem depressa como a erva dos telhados: inútil a qualquer ceifeiro, sem bênção de quem passa.

  1. 1

    Muitas vezes me afligiram desde a minha juventude. Que Israel diga agora:

  2. 2

    muitas vezes me afligiram desde a minha juventude, contudo, não prevaleceram contra mim.

  3. 3

    Os aradores araram sobre as minhas costas. Fizeram longos os seus sulcos.

  4. 4

    O SENHOR é justo. Ele cortou as cordas dos ímpios.

  5. 5

    Sejam envergonhados e retrocedam, todos os que odeiam Sião.

  6. 6

    Sejam como a erva dos telhados, que seca antes de crescer,

  7. 7

    com a qual o ceifeiro não enche a sua mão, nem o que amarra os feixes, o seu colo.

  8. 8

    Tampouco os que passam dizem: “A bênção do SENHOR esteja sobre vocês. Nós os abençoamos em nome do SENHOR.”

Erva no telhado e uma ceifa que ninguém saúda

Os vv. 6-7 mostram a semente a brotar na pouca terra do telhado: sobe e seca antes de poder ser ceifada, pelo que ninguém enche com ela a mão nem os braços.

A farpa final (v. 8) recusa a saudação comum do campo, "a bênção do SENHOR seja sobre vós": as palavras que os ceifeiros trocavam entre si nunca se dizem sobre os inimigos de Sião.

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