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Salmos 65

Louvor que começa no templo de Sião, onde os votos se cumprem e a oração é ouvida, e depois se alarga até cobrir toda a terra habitada. O salmo vai do perdão do pecado (v. 3) para fora, ao Deus que forma os montes e acalma tanto o rugido dos mares como o tumulto das nações. O último terço lê-se como um hino de colheita: chuva, sulcos, trigo, colinas vestidas de alegria. Repare-se em como a escala continua a crescer, da culpa expiada de um único orante a campos que gritam de alegria.

Leitura paralela
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Salmos 65 (WPB)
  1. 1

    O louvor te aguarda, ó Deus, em Sião. A ti os votos serão cumpridos.

  2. 2

    Ó tu que ouves a oração, a ti virão todos os homens.

  3. 3

    Os pecados me sobrepujaram, mas tu expiaste as nossas transgressões.

  4. 4

    Bem-aventurado é aquele a quem escolhes e trazes para perto, para que viva em teus átrios. Nós seremos saciados com a bondade da tua casa, do teu santo templo.

  5. 5

    Com feitos tremendos de justiça, tu nos respondes, ó Deus da nossa salvação. Tu que és a esperança de todos os confins da terra, e dos que estão longe, no mar.

  6. 6

    Pelo teu poder, tu formas os montes, tendo te armado de força.

  7. 7

    Tu acalmas o rugido dos mares, o rugido das suas ondas, e o tumulto das nações.

  8. 8

    Aqueles que habitam em lugares distantes também se assombram com as tuas maravilhas. Tu chamas a aurora da manhã e o entardecer com cânticos de alegria.

  9. 9

    Tu visitas a terra, e a regas. Tu a enriqueces grandemente. O rio de Deus está cheio de água. Tu lhes provês o trigo, pois assim o ordenaste.

  10. 10

    Tu encharcas os seus sulcos. Tu nivelas os seus torrões. Tu a amoleces com chuvas. Tu a abençoas com uma colheita.

  11. 11

    Tu coroas o ano com a tua fartura. As tuas carroças transbordam de abundância.

  12. 12

    As pastagens do deserto transbordam. As colinas se vestem de alegria.

  13. 13

    Os pastos se cobrem de rebanhos. Os vales também se vestem de trigo. Eles gritam de alegria! Eles também cantam.

Do templo à terra de lavoura

Três círculos concêntricos organizam o poema. Primeiro o santuário em Sião (vv. 1-4), depois o cosmo com os mares e os povos distantes (vv. 5-8) e, por fim, o ano do lavrador com chuva e trigo (vv. 9-13). O mesmo Deus ouve a oração, domina o caos e rega os sulcos.

A imagem final impressiona pela concretude: Deus coroa o ano com a sua fartura (v. 11) e os vales, carregados de trigo, gritam de alegria e até cantam. A adoração e a agricultura tornam-se um só acto de gratidão.

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