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Salmos 11

Um argumento curto e afiado contra a fuga. Os amigos insistem que o salmista escape: 'Fuja como um pássaro para a sua montanha' (v.1), avisando que os ímpios já armam o arco no escuro (v.2) e que os próprios alicerces ruem (v.3). Ele recusa, e a resposta é uma única imagem: o Senhor está no seu templo, no seu trono, e seus olhos 'examinam os filhos dos homens' (v.4). A crise na terra é enfrentada não com fuga, mas com um Deus que observa e pesa.

  1. 1

    No SENHOR, eu me refugio. Como vocês podem dizer à minha alma: “Fuja como um pássaro para a sua montanha”?

  2. 2

    Pois, vejam, os ímpios armam os seus arcos. Eles ajustam as suas flechas nas cordas, para atirarem nas trevas contra os retos de coração.

  3. 3

    Se os fundamentos forem destruídos, o que o justo poderá fazer?

  4. 4

    O SENHOR está no seu santo templo. O SENHOR está no seu trono nos céus. Seus olhos observam. Seus olhos examinam os filhos dos homens.

  5. 5

    O SENHOR examina o justo, mas a sua alma odeia o ímpio e aquele que ama a violência.

  6. 6

    Sobre os ímpios ele fará chover brasas ardentes; fogo, enxofre e vento abrasador serão a porção do cálice deles.

  7. 7

    Pois o SENHOR é justo. Ele ama a justiça. Os retos verão a sua face.

Duas perguntas, uma resposta

Todo o salmo gira sobre o v.3: 'se forem destruídos os fundamentos, que poderá fazer o justo?' É a voz do desespero, dando a partida por perdida.

Os versículos 4 a 7 respondem deslocando o fundamento. Não é a ordem que desaba embaixo, e sim o trono firme no alto; os mesmos olhos que provam o justo fazem chover fogo sobre quem ama a violência (v.6).

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