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Salmos 81

Abre como uma festa: trombeta na lua nova e na lua cheia, pandeiro, saltério e harpa, um estatuto posto em José (vv.1-5). Então, no meio do poema, a voz muda — o próprio Deus fala, lembrando o alívio do peso e a prova em Meribá. A celebração vira queixa. "O meu povo não ouviu a minha voz" (v.11), e Deus o deixou andar nos seus próprios conselhos. Repare na virada da festa para uma bênção retida.

Leitura paralela
Português (Brasil) + Português (Portugal)
Salmos 81 (WPB)
  1. 1

    Cantem em alta voz a Deus, a nossa força! Aclamem com alegria ao Deus de Jacó!

  2. 2

    Entoem um cântico e tragam para cá o tamborim, a doce lira com a harpa.

  3. 3

    Toquem a trombeta na Lua Nova, na lua cheia, no dia da nossa festa.

  4. 4

    Pois este é um estatuto para Israel, uma ordenança do Deus de Jacó.

  5. 5

    Ele o estabeleceu em José como aliança, quando ele saiu pela terra do Egito, ouvi uma língua que eu não conhecia.

  6. 6

    “Livrei o seu ombro do fardo. Suas mãos foram libertadas do cesto.

  7. 7

    Você clamou na angústia, e eu o livrei. Eu lhe respondi no esconderijo do trovão. Eu o provei nas águas de Meribá.” Selá.

  8. 8

    “Ouça, meu povo, e eu testemunharei a você, Israel, se você apenas me ouvisse!

  9. 9

    Não haverá deus estranho no seu meio, nem você adorará qualquer deus estrangeiro.

  10. 10

    Eu sou o SENHOR, o seu Deus, que o tirou da terra do Egito. Abra bem a sua boca, e eu a encherei.

  11. 11

    Mas o meu povo não ouviu a minha voz. Israel não me desejou.

  12. 12

    Então eu os entreguei à teimosia dos seus corações, para que andassem em seus próprios conselhos.

  13. 13

    Ah, se o meu povo me ouvisse, se Israel andasse nos meus caminhos!

  14. 14

    Eu logo subjugaria os seus inimigos, e voltaria a minha mão contra os seus adversários.

  15. 15

    Os que odeiam o SENHOR se encolheriam diante dele, e o castigo deles duraria para sempre.

  16. 16

    Mas ele também os teria alimentado com o melhor do trigo. Eu o saciarei com mel da rocha.”

Uma boca aberta, não enchida

A oferta de Deus é vívida: "Abre bem a tua boca, e eu a encherei" (v.10). A tragédia do salmo é que Israel não quis nada dele, e a promessa fica sem ser reclamada.

O fim é o caminho não tomado: se tivessem ouvido, Deus teria subjugado seus inimigos e os teria sustentado "com o melhor do trigo" e "mel da rocha" (vv.14-16). A moldura festiva faz doer a abundância perdida.

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